Tudo sobre o DIU: quanto custa e outras dúvidas | Drauzio Varella (2023)

Valores, exames necessários, documentos que podem ser solicitados, acompanhamento ginecológico… Leia o que é preciso saber antes de colocar o DIU.

O dispositivo intrauterino, popularmente conhecido como DIU, é um método contraceptivo a longo prazo que impede o contato dos espermatozóides com os óvulos. O objeto em formato de T é inserido no útero e possui duas grandes classificações: hormonal, como o DIU Mirena ou Kyleena, e não hormonal, como o DIU revestido de cobre ou de prata.

Os primeiros, hormonais, além da contracepção ajudam ainda no controle de sangramentos vaginais e na reposição de hormônios. Já os segundos alteram a secreção uterina para impedir a fecundação, mas não afetam a ovulação ou o ciclo menstrual. Por outro lado, geralmente têm como efeito colateral o aumento do fluxo sanguíneo durante a menstruação. Ambos possuem eficácia na prevenção de gravidezes indesejadas de mais de 99%.

O DIU é indicado para mulheres que procuram uma solução reversível e não se adaptam ou possuem contraindicações, por exemplo, ao uso de pílulas anticoncepcionais. No entanto, a decisão da inserção do dispositivo e do modelo/material mais adequado é bastante individual, pois depende da avaliação de diversos fatores entre o médico e a paciente.

Mas, uma vez decidido por esse método, qual é o próximo passo? Como conseguir a inserção do DIU, seja no sistema público ou privado? A dra. Thais Travassos, ginecologista e obstetra da clínica Viver Bem e voluntária da Santa Casa de São Paulo, responde às principais dúvidas.

Qual profissional devo procurar para colocar o DIU?

Os ginecologistas são os profissionais que realizam a inserção do DIU com mais frequência, mas alguns médicos da família também recebem a preparação necessária para o procedimento.

“Nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), dependendo de quem for o médico assistindo a paciente, ele mesmo já pode fazer a colocação. Quando o profissional não tem essa capacitação, ele encaminha para o ginecologista”, explica a dra. Thais.

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Esse primeiro contato é muito importante para tirar todas as dúvidas sobre o DIU e entender, em conjunto com o médico, qual é a opção mais apropriada para o seu caso.

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Quais exames são necessários?

Antes da inserção do DIU, o ginecologista ou o médico da família costuma solicitar três avaliações principais: o exame físico, o Papanicolaou e a ultrassonografia transvaginal.

O exame físico avalia principalmente a região das genitálias para conferir se não existem alterações menstruais, corrimentos, dores inexplicadas ou outros problemas que mereçam atenção. Já o Papanicolaou investiga as células do colo do útero, a fim de descobrir se há algum tipo de lesão patológica ou cancerígena.

“O ultrassom transvaginal, por fim, avalia as dimensões do útero para ver se não há nenhuma variação anatômica. Ainda que estes dois últimos exames não sejam obrigatórios, é comum que sejam solicitados”, detalha a médica.

É preciso de autorização do parceiro ou responsável legal?

Recentemente, um grupo de operadoras de planos de saúde em São Paulo foi denunciado por exigir a autorização do marido das pacientes casadas para a implantação do DIU. A prática, no entanto, é ilegal e não pode ser requerida.

Como destaca a dra. Thais, a autorização para o procedimento deve ser concedida pela própria paciente. Geralmente, os serviços têm um termo de consentimento por se tratar de um procedimento cirúrgico, que serve para que a pessoa saiba de todos os riscos e benefícios antes de sua realização.

(Video) 1 ANO COM DIU E A VERDADE QUE NGM TE CONTA

Caso a paciente seja menor de idade, é o responsável legal quem tem de assinar o documento. “Principalmente na rede pública, há situações em que o DIU de cobre é inserido no pós-parto imediato ou após um abortamento. Se a gente tem uma paciente jovem que não pretende engravidar nos próximos anos, é possível fazer essa colocação, mas o responsável por ela tem que autorizar”, pontua a ginecologista.

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Como o DIU é colocado?

A dra. Thais afirma que o mais comum é que a colocação do DIU seja feita no próprio consultório, já que é um procedimento relativamente simples que dura de 15 a 30 minutos.

A médica explica que a paciente fica na posição ginecológica, isto é, deitada com as pernas flexionadas e afastadas, para receber o exame físico. Então, é realizada uma assepsia da região, limpando o colo do útero para prevenir infecções. Depois, o ginecologista avalia o tamanho, a posição e a mobilidade deste colo e parte para a medição da profundidade e da direção do útero com uma régua chamada histerômetro. Avaliações feitas, ele insere o DIU. Todo o processo pode e costuma ser feito dentro do próprio consultório.

Tem anestesia?

“Alguns profissionais conseguem aplicar uma anestesia local. Podemos ainda optar por encaminhar mulheres que sentem muita dor, desconforto ou possuem o colo do útero estenosado, ou seja, muito fechado, para o centro cirúrgico. Mas é uma decisão particular para casos específicos, não é a rotina”, explica.

Se achar necessário, a paciente pode pedir a anestesia, mas precisa ter em mente que isso irá gerar uma internação. No sistema privado, serão, consequentemente, mais custos com a permanência no hospital, com o profissional anestesista e com o deslocamento. No sistema público, apesar de não haver gastos extras, também não é tão simples: a ginecologista diz ser bastante raro conseguir a internação pelo SUS somente para a colocação do DIU. Entretanto, a anestesia local ou o uso de analgésicos costumam ser suficientes para aliviar o incômodo do procedimento.

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Quanto custa para colocar um DIU?

Os preços do procedimento variam de acordo com o consultório, o profissional e o tipo de dispositivo intrauterino, podendo ir de R$ 500 a R$ 2.500. Quando inserido como forma de anticoncepção, tanto a cirurgia quanto a aquisição dos DIUs Mirena, Kyleena e de cobre devem ser obrigatoriamente custeados pelos planos de saúde, segundo a Resolução Normativa n° 465/2021 da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Muitas operadoras, inclusive, destinam a paciente a centros específicos para a colocação. Se ela optar por fazer com o médico particular, alguns serviços também conseguem ceder o reembolso.

Quanto ao custo do DIU, o valor muda de acordo com o modelo e o material escolhido. Enquanto os DIUs de cobre estão na faixa de R$ 150 a R$ 200, os de prata custam em média R$ 300 a R$ 380. Já os hormonais, como o Mirena e o Kyleena, ficam em torno de R$ 800 e R$ 900.

E se eu fizer tudo pelo SUS?

Segundo a dra. Thais, no serviço público, a diferença é que há maior facilidade em encontrar gratuitamente o DIU de cobre, tanto a nível de assistência primária quanto de grandes maternidades. Entre os hormonais, apenas o Mirena é coberto pelo SUS, frequentemente voltado para o tratamento de patologias como endometriose, miomatose ou doenças uterinas que precisem de controle de sangramento. Os de prata, porém, não estão disponíveis entre os serviços públicos.

Outra particularidade é que as unidades podem recomendar a participação da paciente em um grupo de planejamento com médicos, assistentes sociais, enfermeiros e psicólogos para que ela conheça todos os métodos anticoncepcionais disponíveis antes da colocação do DIU. Essa etapa não é obrigatória.

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Depois da colocação do DIU, preciso voltar ao ginecologista?

Sim. “Não existe uma regra específica quanto ao retorno, mas é comum que o médico realize um ultrassom após a inserção. Pode ser de forma imediata, logo depois do procedimento, ou em um período de 30 dias. Serve para conferir se o DIU está na posição certa”, afirma a ginecologista.

Posteriormente, o acompanhamento é periódico, podendo ser realizado a cada seis meses ou a cada um ano. Nos primeiros meses, a frequência tende a ser maior, já que podem acontecer variações de cólica e sangramento. Depois, é provável que a paciente tenha apenas que realizar um ultrassom rotineiro para avaliar a acomodação do DIU.

(Video) MIRENA o DIU Hormonal e suas vantagens, efeitos colaterais, dúvidas e mais.

Quais são os cuidados necessários depois da colocação?

“Quanto à contracepção, a paciente pode ficar tranquila. O que ela não pode deixar de fazer é usar preservativo, pois o DIU não protege contra infecções sexualmente transmissíveis”, lembra dra. Thais.

Além disso, caso o DIU seja hormonal e a colocação não tenha sido feita nos primeiros 7 dias da menstruação, é preciso esperar mais 7 dias até que o dispositivo comece a fazer efeito. Nesse período, a camisinha também é indispensável para não correr o risco de uma gravidez indesejada.

Durante as relações sexuais ou a masturbação, pode ser que a mulher sinta o fio do DIU, tendo em vista que ele se estende até a vagina por um comprimento aproximado de 2 cm. No entanto, se houver dor ou desconforto, o melhor a fazer é procurar o ginecologista.

Quanto tempo dura o DIU?

Os DIUs de cobre, como os oferecidos pelo SUS, têm duração de até 10 anos, enquanto o DIU de prata e os hormonais geralmente se mantêm por até 5 anos. Os mini DIUs, isto é, aqueles com dimensões reduzidas, precisam ser trocados a cada 3 anos. “Em alguns casos, a gente consegue postergar por um pouquinho mais de tempo, mas isso é muito individualizado”, diz a dra. Thais.

No dia da troca, um único procedimento é suficiente para retirar o dispositivo que já estava no útero e inserir o novo. Os planos de saúde também são obrigados a cobrir essa segunda intervenção, mas não se responsabilizam se a paciente se arrepender e quiser tirar o DIU. Em caso de qualquer problema com a operadora, consulte a Central de Atendimento da ANS.

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FAQs

Quanto custa para por um DIU no particular? ›

Custo-benefício

O DIU custa entre R$ 100 e R$ 400 para as versões não hormonais, e de R$ 800 a R$ 1.200 para as versões hormonais.

O que eu preciso saber antes de colocar o DIU? ›

Antes de colocar um DIU, um exame físico é importante para garantir que seus órgãos reprodutivos sejam normais e que você não tenha uma doença sexualmente transmissível (DST). O profissional de saúde irá perguntar-lhe sobre sua medicina e estilo de vida. O DIU não é apropriado para todas as mulheres.

Quais são os 4 tipos de DIU? ›

DIU Mirena, Kyleena, Cobre e Prata: conheça os tipos de DIU.

Quais são os preços do DIU? ›

Enquanto os DIUs de cobre estão na faixa de R$ 150 a R$ 200, os de prata custam em média R$ 300 a R$ 380. Já os hormonais, como o Mirena e o Kyleena, ficam em torno de R$ 800 e R$ 900.

Quanto tempo depois de colocar o DIU pode ter relação? ›

De modo geral, não existem restrições quanto à relação sexual após a colocação do dispositivo intrauterino. No entanto, a mulher pode apresentar dor e sangramento. Dessa forma, é aconselhável aguardar até 24 horas após a inserção do DIU.

O que não pode fazer depois de colocar o DIU? ›

Logo após a colocação do DIU de Cobre não existe nenhuma recomendação de evitar esforços físicos, então vida normal: pegar peso, atividade física, tudo normal (a menos que para o seu caso em específico seu ginecologista recomende algum ponto em especial);

Quais os problemas que o DIU pode causar? ›

O DIU hormonal pode provocar mudanças no padrão de sangramento menstrual, como escapes (sangramento discreto e escuro), sangramento irregular ou amenorreia (interrupção da menstruação), dor de cabeça, dor nas mamas, e aumento da oleosidade da pele.

Quem usa DIU fica menstruada? ›

Sim, o DIU aumenta o fluxo menstrual, especialmente nos primeiros meses. Também pode provocar cólicas, já que no início ocorre um período de adaptação do organismo ao DIU.

Quais são as desvantagens do uso do DIU? ›

Desvantagens do DIU
  • Apenas um médico pode inserir e trocar o dispositivo;
  • O processo pode ser desconfortável;
  • Não protege contra doenças sexualmente transmissíveis;
  • Para proteção a curto prazo, não vale muito a pena;
  • Procedimentos inadequados e sem acompanhamento médico podem provocar complicações de saúde.

Qual é o DIU mais indicado pelos ginecologistas? ›

Isso porque, o DIU de cobre, por exemplo, costuma ser mais indicado para pessoas com úteros que não sofrem tanto com cólicas ou um alto fluxo menstrual. Já o DIU Mirena é ideal para pessoas com útero que não querem mais menstruar e nem sentir dores por conta do período menstrual.

É possível engravidar com DIU no lugar? ›

Pode parecer estranho e até impossível, mas sim, acontece.

Qual é o DIU mais caro? ›

O dispositivo intrauterino pode ser comprado em qualquer farmácia. O DIU de cobre custa entre R$ 50,00 e R$ 150,00. O DIU hormonal é bem mais caro, saindo por cerca de R$ 600,00 a R$750,00.

Qual a idade mínima para colocar DIU? ›

O Dispositivo Intrauterino (DIU) pode ser colocado a partir de, pelo menos, dois anos após a primeira menstruação.

Qual o DIU que não engorda? ›

Não, o DIU de Cobre não engorda, pois não possui hormônios e seu efeito se restringe ao útero. Além de atuar como barreira física, o cobre é um espermicida natural, não causando qualquer alteração de apetite ou retenção de líquido.

Qual DIU é gratuito? ›

A aplicação do Dispositivo Intrauterino, conhecido como DIU, é um método contraceptivo de longa duração e está disponível gratuitamente no Sistema único de Saúde (SUS).

É possível sentir o DIU com o dedo? ›

A posição correta do DIU pode ser sentida pela própria mulher, ao tocar o colo do útero. O correto é sentir as pontas dos fios apenas. Caso não consiga senti-las, ou perceba que a haste do dispositivo está para fora do colo do útero, é sinal de que o DIU saiu da posição correta.

Quais os sinais de que o DIU saiu do lugar? ›

O sintoma mais comum que indica o deslocamento são as fortes cólicas e sangramento irregular. No caso de DIU hormonal, esses sintomas são especialmente alarmantes, pois esse tipo de DIU habitualmente diminui o sangramento e pode até inibir o período menstrual.

Quem tem DIU sente dor na relação? ›

Ele não atrapalha o prazer de nenhum dos dois, nem mesmo durante as relações mais intensas. De toda forma, é importante saber que o DIU contém um pequeno fio que ficará para fora do colo do útero, no fundo da vagina. Mas esse fio também não causa desconforto durante as relações.

Quem tem DIU pode usar absorvente interno? ›

9. Posso usar coletor menstrual ou absorvente interno com DIU? Normalmente não há problema em utilizar o coletor menstrual ou o absorvente interno com DIU, porque o DIU está dentro da cavidade uterina e apenas a extremidade do fio do DIU encontra-se fora do útero, no fundo da vagina.

Quais as vantagens e desvantagens de usar o DIU? ›

Pela quantidade do elemento químico no útero, o aparato proporciona um ambiente hostil para o espermatozoide, impedindo que ele se encontre com o óvulo. Mas nem tudo são flores. No geral, a desvantagem é que o DIU de cobre pode aumentar os dias e a intensidade do fluxo menstrual e das cólicas.

O que acontece se eu puxar o fio do DIU? ›

"Se o fio romper, o DIU fica lá dentro; se a mulher puxar o fio e não conseguir retirar por alguma razão — como por sentir dor —, ela vai deslocar o DIU da posição correta e isso vai causar um quadro de cólica e sangramento intenso, tendo que ir até o hospital para uma situação de emergência.

Tem que ficar de repouso depois de colocar DIU? ›

Não é necessário fazer repouso, nem alterar a rotina após a inserção. Desde que realizada por um profissional, a inserção do DIU é simples e segura.

Quanto tempo dura a dor do DIU? ›

Durante a inserção você provavelmente sentirá três cólicas na barriga, parecidas com cólica menstrual, de mais ou menos 15-20 segundos com intensidade é variável dependendo da sensibilidade de cada pessoa. Após a inserção pode haver cólica por uns dois dias, que melhoram com anti-inflamatórios ou analgésicos.

Por que é melhor colocar o DIU menstruada? ›

Não é regra, mas é preferível que seja colocado durante o período menstrual porque é quando o colo do útero está mais dilatado e quando há menor probabilidade de engravidar.

Qual o DIU mais saudável? ›

Superior ao hormonal, o DIU de cobre pode ser mantido no útero por até 10 anos. Além disso, por não envolver o uso de hormônios, a versão envolve menos efeitos colaterais e seu valor é mais baixo.

O que é menos prejudicial DIU ou anticoncepcional? ›

Qual é o mais seguro, a pílula ou o DIU? O DIU é o melhor contraceptivo. Enquanto a pílula tem um índice de falha de 6%, o do DIU fica entre 0,2% e 0,8%.

Quantos centímetros precisa para engravidar? ›

Os espermatozoides devem percorrer um caminho difícil de cerca de 20 centímetros até chegar ao final do trajeto pela trompa de Falópio.

É normal sentir o fio do DIU na relação? ›

É possível sentir os fios do DIU durante uma relação sexual. Se os fios estiverem incomodando durante o sexo, eles podem ser aparados para não se estenderem além do colo do útero (1).

Quais as chances do DIU perfurar o útero? ›

Perfuração do útero por dispositivo intra-uterino (DIU) é complicação rara e grave, ocorrendo a cada 350 a 2.500 inserções(5).

Qual o preço do DIU na farmácia? ›

R$ 111,00.

É normal o homem sentir o DIU de cobre? ›

O seu parceiro não consegue sentir o dispositivo intrauterino propriamente. Mas, embora não seja comum, ele pode sentir os fios do DIU que ficam para fora do colo do útero.

Porque o DIU da espinha? ›

O DIU Mirena contém levonorgestrel, e as pacientes mais sensíveis aos androgênios podem sentir essa piora na pele, com agravamento da acne e da oleosidade, especialmente no primeiro ano após a colocação.

Qual engorda mais o DIU ou a pílula? ›

De acordo com a Dra. Yara Caldato, o DIU não hormonal não apresenta nenhuma influência no ganho de peso.

Qual o tempo de duração do DIU? ›

O DIU de Cobre tem duração média de 10 anos. Este DIU não é novo no mundo, mas é o único anticoncepcional intrauterino que combina cobre e prata, ou seja, o DIU de prata, na verdade, também contém cobre.

Como colocar DIU de cobre particular? ›

Normalmente, a enfermeira ou o médico introduzem um espéculo na vagina e, em seguida, usam um aplicador especial para colocar o DIU pela abertura do colo do útero, na cavidade uterina. Vale lembrar que o DIU pode ser colocado em qualquer fase do ciclo menstrual ou logo após o parto ou um aborto.

É gratuito colocar DIU? ›

A aplicação do Dispositivo Intrauterino, conhecido como DIU, é um método contraceptivo de longa duração e está disponível gratuitamente no Sistema único de Saúde (SUS).

Quem usa o DIU de cobre menstrua? ›

Por não utilizar substância hormonal, o uso do DIU de cobre não suspende a menstruação. No entanto, em alguns casos, o fluxo pode aumentar nos primeiros 6 meses de adaptação, acompanhado de cólicas. A validade do uso do DIU de cobre é de 10 anos, de acordo com o modelo escolhido.

Quem tem o DIU menstrua? ›

Sim, o DIU aumenta o fluxo menstrual, especialmente nos primeiros meses. Também pode provocar cólicas, já que no início ocorre um período de adaptação do organismo ao DIU. O DIU é um corpo estranho, é algo diferente do corpo da mulher, então isso pode ocorrer nos primeiros meses.

Quais são as desvantagens do DIU de cobre? ›

Desvantagens do DIU
  • Apenas um médico pode inserir e trocar o dispositivo;
  • O processo pode ser desconfortável;
  • Não protege contra doenças sexualmente transmissíveis;
  • Para proteção a curto prazo, não vale muito a pena;
  • Procedimentos inadequados e sem acompanhamento médico podem provocar complicações de saúde.

Qual o melhor DIU para não engordar? ›

Não, o DIU de Cobre não engorda, pois não possui hormônios e seu efeito se restringe ao útero. Além de atuar como barreira física, o cobre é um espermicida natural, não causando qualquer alteração de apetite ou retenção de líquido.

Qual é a chance de engravidar com o DIU? ›

O dispositivo intrauterino (DIU) é um método seguro e bem tolerado. A taxa anual de falha (gravidez) é muito baixa, entre 0,5 e 1,0 por 100 mulheres.

Qual é o DIU mais eficaz? ›

A eficácia do DIU de cobre é de 99,2% a 99,4%, e esse índice sobe para 99,8% no DIU hormonal. Para se ter noção, a laqueadura tubária – método irreversível que liga as trompas – tem uma eficácia de 99,5%.

Quais são os efeitos colaterais do DIU? ›

Efeitos colaterais do DIU de cobre

O DIU de cobre pode desencadear alguns efeitos colaterais, como sangramento prolongado e intenso, sangramento irregular e cólicas menstruais. Em casos em que o DIU provoca menstruações intensas, o dispositivo pode contribuir para a ocorrência de anemia.

Tem período fértil com o DIU? ›

pessoas com DIU de cobre ainda ovulam, mas não fecundam, então ainda passam pelo período fértil normalmente. Como é uma questão que varia de cada pessoa e cada método contraceptivo, o melhor mesmo é buscar a ajuda médica para entender como você se encaixa nessa história.

O que fazer se o DIU sair? ›

Normalmente, há cólicas e sangramento fora de época durante o processo de expulsão, porém não é uma regra. Algumas pacientes expulsam o DIU sem sintomas e, por isso, o seguimento com seu ginecologista deve ser rotineiro, para verificar se ele continua no lugar correto.

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Author: Gov. Deandrea McKenzie

Last Updated: 11/09/2023

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